Línguas estrangeiras para surdos

O receio de usar tecnologias atuais em sala de aula pode ser um risco a ser tomado em situações em que computadores, tablets e celulares poderiam ajudar. No ensino de surdos os aparelhos tendem a auxiliar mais do que atrapalhar. Ensinar uma língua estrangeira a pessoas surdas requer mais que livros didáticos e exercícios de repetição. Imagens, vídeos e legendas são importantes para a compreensão quando não se pode depender da audição.

O uso dessas tecnologias em sala de aula pode ser mais interativo, pois nesse caso não cabem métodos muito tradicionais, pois não seriam eficientes em muitos casos. Principalmente se o aluno tiver a língua de sinais como primeira língua. Em uma mesma sala de aula pode ter uma diversidade de alunos, como ouvintes, surdos que se comunicam também pela fala como por sinais, ou só por sinais. Acaba sendo um desafio para o professor descobrir como acomodar dificuldades diferentes.

Tecnologias podem ajudar nessas situações, mesmo que não deva existir, por enquanto, muitos aplicativos e sites que auxiliem o aprendizado de surdos. É uma área que deveria crescer muito com as possibilidades que computadores, tablets e smartphones permitem. No mundo globalizado atual é importante que se saiba línguas estrangeiras por inúmeros motivos e com certeza não são apenas pessoas ouvintes que têm (ou deveriam ter) os meios de aprendê-las.

Talitha

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Diversidade em materiais didáticos

Ao comparar diferentes materiais didáticos de língua estrangeira, vê-se que o ensino de uma língua não precisa se prender a simples exercícios de completar ou de tradução. Abordar a linguagem como letramento, em vez de comunicação, usa de textos para introduzir temas a serem debatidos pelos estudantes durante toda a unidade, não apenas como pretexto para os exercícios gramaticais.

Um problema de muitos materiais didáticos é mostrar uma realidade que nem todo estudante se identifica. O foco do material ser ensinar uma língua estrangeira não o impede de ter diversidade nos textos, imagens e até mesmo nas atividades. Muitas vezes os exercícios desses livros acabam reforçando preconceitos  presentes na sociedade. Um dos livros de ensino de inglês visto em aula tinha uma atividade em que o aluno deveria apontar e discutir os diferentes tipos de família.

O debate de temas sociais são tão importantes no cenário de ensino de língua estrangeira quanto no ensino comum. Diversidade de gênero, etnia, econômica etc. é um ponto a favor de se ter em materiais didáticos, pois é uma forma de deixar os alunos interessados e incluídos, aproximando-se da sua realidade em pelo menos algum aspecto.

Talitha do Prado