Prática situada e movimentos pedagógicos do GNL

A partir das ideias do Grupo da Nova Londres, é possível também pensar numa pedagogia voltada para o ensino de língua portuguesa como uma língua estrangeira. Dessa maneira é preciso e importante levar em consideração o grande número de intercambistas bem como a heterogeinidade presente no espaço pedagógico. Como Rojo (2012) aponta, o contexto de multiletramento apresenta princípios “de pluralidade cultural e de diversidade de linguagem” que devem ser levados em conta, quando se trata numa pedagogia efetiva, e serve, também, para o ensino de língua estrangeira a meu ver.

Os movimentos pedagógicos propostos pelo Grupo da Nova Londres cabem bem ao cenário do PLE, porque também se espera de um aluno de língua estrangeira as competências relacionadas ao letramento crítico e à prática transformadora, no que se concerne a produzir e, sobretudo, a compreender, produzir significação, ou seja, se tornar um usuário funcional e letrado. Diante disso, parece que tal pedagogia propõe inserir o usuário num mundo conhecido e compartilhado, o que pode ser uma boa tática quando se fala de ensino de língua estrangeira.

O texto de Rojo (2012) e outros durante a disciplina me despertou a importância da prática situada para o ensino de LE. Acredito que somente pelo contexto o usuário (i) compreenderá o know-how, (ii) sistematizará o tipo de texto ao qual está sendo inserido, (iii) interpretará o próprio contexto, e (iv) saberá entender, produzir e repassar o que lhe é exposto.

Paulo Ângelo

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